quarta-feira, 1 de julho de 2015

Back to the Future: Mental Time Travel in Animals

The conscious recollection of personal experiences and events in terms of:

- their details (what happened to me?)
- their spatial (where did it happen to me?)
- temporal context (when did it happen to me?) has been termed “episodic memory”.


Humans not only recollect these past experiences, but are also able to elaborate about their perceptions, cognitions and emotions they had at the time.

It was long held that such a ‘mental time travel’ is unique to humans, believing that animals have no awareness of their own past and are ‘stuck in time’, only aware of the immediate present with no idea of their past or possible future.


In the past two decades, behavioral neuroscientists and comparative psychologists have repeatedly questioned this assumption with compelling evidence suggesting that animals might indeed have the capacity to recollect unique personal experiences.



Some authors have moved even further to speculate about the possibility that animals might also be able to think about their own future and could possibly even plan for it.

The presentation addressed the evidence for the existence of ‘mental time travel’ in different animal species including non-human primates, dogs, rodents and birds.



Ekrem Dere, PhD - Conferência SPARCS (Society for the Promotion of Applied Research in Canine Science), 2015.

sábado, 23 de maio de 2015

Quando adotamos um cão devemos mudar-lhe o nome?

Esta é uma pergunta que me tem passado pela cabeça ultimamente. Embora já tenha adotado o meu patudo há mais de 5 anos… e não lhe mudei o nome. Achei que era o nome dele e que devia continuar com ele. 

A razão deve-se ao que vi, na semana passada, no programa “Companheiros de Luta” (Dogs of War). Nesse episódio reparei que nos casos de adoção apresentados disseram que a primeira coisa a fazer era pensar num nome novo para o cão adotado. 

Comecei a pensar se tinha tomado a opção certa ao manter o nome do meu cão...

Ele tem medo de pessoas, de coisas diferentes, de certos barulhos repentinos, etc. Não sabemos o que lhe terá acontecido antes de ter sido adotado que possa ter contribuído para o seu comportamento. O facto é que é medroso e reativo. No entanto, na segurança da sua casa e da sua “família para sempre” é um cão mais confiante, relaxado, brincalhão e meigo.

Lembrei-me dos primeiros tempos dele comigo, quando eu o chamava pelo nome e, em vez de vir ter comigo, agachava-se onde estava. Lembrei-me das alturas em que o chamava e ele não vinha prontamente ou vinha muito lentamente.

Teve de passar algum tempo connosco e muitos biscoitos saborosos à mistura para deixar de se agachar quando o chamávamos, passando a vir ter connosco todo contente. Confia em nós e sabe que só lhe queremos bem.

No entanto, hoje percebo claramente que o nome dele estava associado a algum tipo de carga negativa (a chamada “bagagem”) e que a minha opção em manter-lhe o nome não foi a mais acertada. Teria sido muito mais fácil para ele, e para nós, um novo começo de vida com um novo nome a acompanhar. 

Da próxima vez que adotar um cão, a primeira coisa que vou fazer é pôr-lhe um novo nome fantástico que não o faça recordar de mais nada, a não ser de tempos felizes.

Algumas razões para um cão não responder ao seu nome:
- o nome não foi ensinado ao cão;
- o cão aprendeu que ouvir o seu nome significa que ele está em sarilhos;
- o nome foi usado tantas vezes por motivo nenhum que o cão aprendeu a ignorá-lo.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Brinquedos para cães: nem todos são seguros!

Depois de fazer algumas pesquisas na internet resolvi encomendar um brinquedo de borracha com um formato específico que permite colocar comida no seu interior, de forma a possibilitar alguma estimulação mental ao meu cão.

O dia chegou e abri a embalagem com algum entusiasmo para imediatamente fazer uma careta quando o agressivo e penetrante odor do brinquedo me atingiu. Decidi logo que nem pensar em dar um brinquedo com aquele cheiro horrível para o meu cão meter boca.


Pensei que se calhar bastavam uns dias fora da caixa ao sol para perder aquele cheirete. Já passou 1 ano fora da caixa e o cheiro continua exatamente o mesmo! É um cheiro pungente a produtos químicos que não consigo definir.

Comecei então a encontrar artigos que falam dos problemas que certos brinquedos podem causar aos animais.

Brinquedos feitos de PVC (polyvinyl chloride)/ plástico e certos brinquedos de borracha contém aditivos que permitem torná-los mais suaves e flexíveis, e facilitar a sua coloração. Por exemplo, os ftalatos são produtos químicos que dão o cheiro característico ao PVC, assim, quanto mais forte for o cheiro do brinquedo, maior a quantidade de ftalatos que contem.
Molécula de ftalato (Fonte: Wikipedia)
Estes aditivos constituem um risco grave para a saúde dos cães, pois libertam-se mais intensamente em resultado da ação de mastigação (pressão mecânica), em conjunto com a saliva e o calor da boca.
Estes produtos químicos são cancerígenos, causam problemas nos rins e no fígado, alterações hormonais, bem como danos no sistema reprodutivo e sistema imunitário.

Outro risco para os animais é a ingestão de bocados arrancados ao brinquedo, ou do próprio brinquedo, o que pode resultar em bloqueio intestinal e numa visita de urgência ao médico veterinário.

Algo interessante a considerar é que vários tipos de ftalatos usados como aditivos em brinquedos para crianças foram banidos pela União Europeia. No entanto, o mesmo critério não é utilizado para os brinquedos de cães.

Uma chamada de atenção para as camas de cães feitas do mesmo material: os ftalatos são absorvidos por contacto com a pele e inalados pelos animais que dormem nessas camas.

Há muitos tipos de brinquedos que podemos dar aos nossos cães para se entreterem. Para quê arriscar a saúde canina com brinquedos que não são seguros?

Fontes:
The Dangers of Vinyl Dog Toys
Hormone-Altering Chemicals A Common Hazard In Dog Toys
Are Your Dog’s Toys Poisoning Him?
http://www.dogingtonpost.com/are-your-dogs-toys-poisoning-him/

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Zoobiquidade: O que os médicos veterinários sabem...


Zoobiquidade, o que é?

Zoobiquidade origina-se num simples mas revelador facto: animais e humanos têm as mesmas doenças, no entanto, médicos e veterinários raramente se reúnem para trocar ideias, experiências e conhecimento.
 
O termo resulta da combinação da palavra grega para “animal” – zo – com a palavra latina para “em toda a parte” – ubiquidade.
 
A Zoobiquidade aborda aspetos comuns entre animais e humanos que podem ser usados para diagnosticar, tratar e curar pacientes de todas as espécies. Baseia-se nos últimos desenvolvimentos da ciência médica e veterinária, bem como na biologia molecular e evolutiva.
 
A Zoobiquidade propõe uma abordagem integrada e interdisciplinar a nível de saúde física e comportamental, incluindo cardiologia, gastroenterologia, pediatria, oncologia, psiquiatria e muitas outras subespecialidades médicas. Procura detetar interligações entre medicina humana e veterinária com implicações clínicas para pacientes animais e humanos.
 
Existem muitas semelhanças nas doenças mais comuns que afligem tanto os seres humanos como os animais. Desde obesidade a gripe, acidente vascular cerebral a doenças sexualmente transmissíveis, disfunção sexual e automutilação, é possível descobrir correlações animais para praticamente todos problemas de saúde humanos:
  • Golden Retrievers, jaguares, cangurus e baleias Beluga têm cancro de mama.
  • Gatos siameses e Dobermans têm distúrbio obsessivo-compulsivo; muitos tomam Prozac.
  • Canários, peixes e alguns cães desmaiam quando estão sujeitos a demasiado stress.
  • Éguas podem tornar-se ninfomaníacas.
  • Dinossauros sofreram de cancro do cérebro, gota e artrite.
  • Coalas podem ter clamídia; coelhos podem ter sífilis.
  • Renas ingerem cogumelos alucinogénios como forma de escape.
  • Gorilas experienciam depressão clínica e distúrbios alimentares.
Os veterinários tratam uma enorme diversidade de espécies (gatos, cães, aves, peixes, cobras e animais selvagens), recorrendo a formas de abordagem clínica e tratamentos que os médicos humanos desconhecem.
 
A Zoobiquidade incentiva pacientes, médicos, dentistas e psicólogos a aceder à vasta e inexplorada informação e experiência dos veterinários e biólogos de vida selvagem, bem como dos animais que vivem, brincam, acasalam e que se curam nos seus ambientes naturais.
 
A Zoobiquidade permite mostrar como a medicina comparativa (interligação entre medicina humana e medicina veterinária) pode melhorar a saúde humana, transformar o nosso entendimento da natureza das doenças, bem como testar novas hipóteses e abordagens clínicas.
 
Barbara Natterson-Horowitz e Kathryn Bowers escreveram o livro Zoobiquidade e cunharam o termo.
 
Barbara Natterson-Horowitz é uma médica cardiologista (de humanos). Quando o Zoológico de Los Angeles a convidou para colaborar em alguns dos casos mais complicados de seus pacientes animais, ela descobriu que se encontrava num mundo paralelo. Os médicos veterinários providenciavam aos animais tratamentos de excelente qualidade, com a colaboração de vários especialistas, tal como acontecia com os médicos de pacientes humanos. Barbara apercebeu-se que os diagnósticos dos médicos veterinários correspondiam às mesmas enfermidades que ela encontrava nos pacientes humanos, e.g. uma piton com insuficiência cardíaca, uma cabra com asma, um rinoceronte com leucemia...
 
Kathryn Bowers é uma escritora e jornalista que ficou entusiasmada com o que esta abordagem inter-espécies poderia implicar para os médicos, os veterinários e os seus pacientes (animais e humanos).
 
 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Comportamento e Bem-Estar Animal - The Truth about Dogs and Cats





3 professoras da área de Comportamento e Bem-Estar Animal da Universidade de Edimburgo explicam que os cães não querem dominar ninguém e não formam "packs", i.e., a teoria de dominância e métodos de treino aversivos encontram-se completamente ultrapassados. Abordam também outras questões colocadas pelos estudantes do curso online.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Curso Avançado Direito (do) Animal

O ICJP (Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa) irá realizar um curso avançado de Direito (do) Animal de 4 de maio a 22 de junho de 2015, em horário pós-laboral, com aulas uma vez por semana das 18:30 às 21:15.

Esta iniciativa conta com a participação do membro cofundador e da comissão executiva da JusAnimalium.

As inscrições estão abertas até 27 de abril de 2015 e o programa abrange os seguintes aspetos, a desenvolver por módulos:
  • O estatuto do animal na Ética, na História e no Direito
  • O estatuto jurídico do animal: coisa ou “outra coisa”?
  • O animal na Natureza
  • Direito da União Europeia e proteção do bem-estar animal
  • O animal e a Economia: limites à exploração comercial do animal
  • Animais sacrificiais
  • A nova legislação sobre incriminação de maus tratos a animais
http://www.icjp.pt/cursos/4932/programa


Curso Comportamento e Bem-Estar Animal (online e gratuito)

Dia 9 de fevereiro de 2015 terá início a nova edição do curso online de Comportamento e Bem-Estar Animal ministrado pela Universidade de Edimburgo e que pode ser realizado gratuitamente através do site coursera (Massive Open Online Courses - MOOCs).

https://www.coursera.org/course/animal

O curso tem a duração de 5 semanas e abrange vários temas bastante atuais, alguns polémicos, e com interesse para a investigação científica no âmbito das emoções dos animais, incluindo animais de companhia, animais de produção e animais selvagens em zoológicos.
Alguns temas abordados por este curso são, nomeadamente: entender porque ter em conta os sentimentos dos animais é essencial para o bem-estar animal, gestão de populações de cães e gatos, ética de manter animais em zoológicos e problemas de bem-estar de animais de produção.

http://www.ed.ac.uk/schools-departments/vet/news-events/news/archive/2014/mooc-behaviour-welfare

Serão disponibilizados vários materiais de estudo, indicadas tarefas a realizar e implementados fóruns online para esclarecimento de questões.

Eu já me inscrevi e vocês que esperam?