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sábado, 23 de agosto de 2014

Pelo meu mundo... Forever Family!

Durante uns 4 meses vivi com o John e a sua família, mas a menina que me chamou de Pinóquio estava sempre a espirrar e a tossir e, às vezes, até ficava doente. Um dia o John levou-me para casa de outros dois humanos (eram os pais dele) e deixou-me uns tempos com eles. Embora me fossem visitar todas as semanas, fiquei um pouco triste por já não estar todos os dias com a minha família adotiva.

Numa tarde, cinzenta e chuvosa, depois de me levar a passear, o John disse-me para me sentar na minha caminha e ficar quietinho e *flash* tirou-me uma fotografia. 
*Até fiquei muito catita*
Segui-o até à sala, onde estava uma caixa à qual o John ligou a máquina de tirar fotografias. Foi então que vi o que ele escrevia num sítio chamado Facebuke: 

"Cãozinho Border Collie, com cerca de 10 meses, para adoção responsável. Muito meigo e sossegado. Por motivos de reação alérgica da minha filha".  



Fiquei de boca aberta e a língua até me descaiu para fora... Ia ficar outra vez sem família? Ia voltar outra vez para o canil? Bem, ao menos, ia voltar a ver os meus amigos patudos Velocity, Brutus e Lucky. Será que eles ainda lá estavam? *snif, snif*

E assim passaram algumas semanas, enquanto eu magicava no que me iria desta vez acontecer... Até que dia 26 de agosto de 2010, o John apareceu em casa dos pais, pegou em mim com muito cuidado e meteu-me no carro. Para onde iríamos agora? 

A viagem durou apenas alguns minutos e chegamos a um parque de estacionamento.  O John abriu a porta, eu saltei cá para fora... e... foi então que os vi!!! 

A minha mamã Claudia e o meu avôzinho Álvaro!!! 

*Mais tarde soube que a minha mamã tinha visto o anúncio do John no Facebuque, quis logo ficar comigo e ligou para o John para marcar este encontro!*

Gostei imediatamente deles, não tive receio nenhum e corri para eles. Riram-se muito para mim e fizeram-me muitas festinhas.

A minha mamã e avôzinho ainda ficaram um bocado a falar com o John que estava muito emocionado por ter de se despedir de mim. Ficaram com a minha caminha e os meus brinquedos, pois a minha mamã queria que eu me sentisse tão à vontade quanto possível na minha casa nova e levar coisas com o meu cheiro ajudava bastante.

Pegaram em mim e fomos os três muito felizes rumo à nossa casa. 
Finalmente, tinha encontrado os meus forever humans!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pelo meu mundo... Nova casa e Vet, ou vice-versa?

Saímos do canil e o meu novo humano John diz-me para entrar naquela máquina com rodas. Yes! Passeio!
E foi assim que fui adotado, após 3 meses a viver no canil da associação com os outros patudos. Alguns já vivem no canil há vários anos e anseiam o dia em que algum humano olhe para eles e os veja com olhos de ver, e os leve para casa. Merecemos todos tanto!

Quando chegamos à casa nova estavam à minha espera a menina e outra humana que a segurava ao colo. Assim que me viu, a menina olhou com muita atenção e alegria para mim, apontou e disse: "Pinóquio!"
*Ah, o meu nome era Pinóquio*
Antes de entrarmos na casa, que o meu focinho estava ansioso por explorar, o John diz que o melhor era irmos primeiro ao Veterinário para ter a certeza que estava tudo bem comigo.
*Quando estava no canil conheci uma vez o tal do Veterinário. Deu-me uma pica e não achei piada nenhuma ao encontro*
Entramos todos no veículo e, desta vez, o John colocou-me uma trela diferente que me prendia ao assento da parte detrás, a que ele chamou de "cinto de segurança para cães". Parece que é mais seguro usar essa coisa quando passeamos em cima de rodas.

Chegamos a um edifício que tinha umas letras grandes por cima da porta. Pelas janelas envidraçadas viam-se pessoas de batas brancas e azuis, a andar de um lado para o outro. O John disse que era o Hospital Veterinário onde tratavam muito bem de bichinhos como eu e onde havia muitos biscoitos saborosos.
Entramos e veio logo uma senhora de bata azul dar-me dois biscoitos *nham nham... engoli-os tão depressa que quase nem lhes senti o gosto. Mais?...* 

Pouco tempo depois chamaram o meu nome: "Pinóquio, ao gabinete de consultas externas".
Aí, comecei a sentir um friozinho na barriga e as minhas patas pareciam ter vontade própria e não se moviam nem por nada. Foi aqui que o John resolveu pegar em mim e levar-me ao colo para dentro do tal gabinete.

Lá dentro aguardava o Dr. Veterinário, de bata branca, ar sorridente e voz meiga, que afinal não era o mesmo do canil *Parece que afinal os veterinários são vários e estão espalhados pelo País* 
Pegaram em mim e colocaram-me em cima de uma mesa alta, cinzenta e fria, que escorregava um bocado.

O Dr. Vet apalpou-me por todos os lados, espreitou para dentro das minhas orelhas, abriu-me a boca e meteu a cabeça lá dentro, viu-me as patas e cortou-me as unhacas, enfiou-me um tubo fininho no traseiro... Ui! Olhou depois para o tal tubo com muita atenção e concluiu que eu estava bem de saúde, mas que tinha muitas pulgas e carraças.

O Dr. Vet pegou então numa pinça de metal e cuidadosamente tirou-me as carraças uma a uma, depois de colocar um algodão embebido num líquido em cima de cada uma delas. Uma, duas... dez... vinte e três... trinta e nove! *Tinha 39 daqueles seres sugadores agarrados a mim? Blhac!*
Recomendou ao John um produto específico para cães, que vem em pipetas, para acabar com as pulgas e evitar que apanhe outros parasitas externos. Perguntou ao John se tinha gatos e avisou-o que este produto é tóxico para os mesmos.

De seguida, apanhou-me distraído com a conversa e enfiou-me um raio de um comprimido pelas goelas abaixo. Parece que é para bicharocos internos, i.e. parasitas internos.
Pensava eu que já estava despachado e o Dr. Vet vira-se com uma seringa na mão! Espeta-me aquela coisa com cuidado e dá-me as tais das vacinas que me vão fazer forte para combater muitas doenças.
*Apesar do aspeto assustador, a pica nem me doeu quase nada, o Dr. Vet tinha jeito para a coisa*

No fim desta minha aventura hospitalar, o Dr. Vet elogiou-me muito, disse que me tinha portado muito bem e que tinha ficado muito quietinho *Tomara! Estava com tanto medo que mesmo que quisesse não me conseguiria mexer 1 milímetro!*

Deram-me mais dois biscoitos e três festinhas e fomos para casa!
*Aqueles biscoitos eram tão apetitosos que nem me importo muito de lá voltar um dia*

Finalmente, entro na minha casa nova e o John mostra-me a minha caminha nova e fofinha, os meus brinquedos novos, coloridos e divertidos (uma cenoura de borracha que apita quando a mordo, um boneco felpudo, uma bolinha e um osso de pele saboroso para eu roer à vontade). Fico também a saber onde estão a minha água e comida saborosa.

Nessa noite dormi um sono profundo e sonhei com os meus amigos patudos do canil. Estavamos todos a correr e a brincar num grande jardim, cheio de aromas variados e fascinantes. Que sonho bom!

(continua)

sábado, 12 de julho de 2014

Pelo meu mundo... Como tudo começou!

Eu sou o cão Pinóquio e nasci há cerca de 5 anos, algures pelos arredores da Lourinhã.
Não me lembro lá muito bem dos tempos anteriores à minha entrada no canil da Associação...
Tenho vagas recordações dos meus pais caninos, Border Collies de raça, e dos meus irmãos que, não sei bem porquê, eram muito maiores que eu.
Viviamos numa quinta com muita relva verde, muito sol e outros animais, incluindo os humanos que tomavam conta de nós.

Quando eu tinha cerca de 4 meses, lembro-me de ouvir os humanos dizerem que como eu era "anecas" não podia continuar ali. *Será que me chamaram Anecas por eu ser assim pequenino?* No dia seguinte, levaram-me a dar uma volta numa coisa de metal com rodas e eu fiquei todo contente por ir passear fora da quinta onde vivia... mas pouco tempo depois chegamos... ao canil. Deixaram-me lá e nunca mais os vi.

No canil a vida era bem diferente, não havia relva verde, nem muito sol, mas na minha box estavam mais 3 patudos muito simpáticos: uma galgo whippet, chamada Velocity, já reformada das corridas de galgos; um pitbull, chamado Brutus, cheio de cicatrizes no focinho e muito bonacheirão; e o Lucky que só tinha 3 patas, mas pulava e corria como qualquer um de nós.

Quando havia visitas humanas no canil ficavamos todos muito contentes, pois já me tinham explicado que esses dias significavam a possibilidade de voltar a ter uma família humana com quem brincar e passear, e uma casa nova, quentinha, cheia de biscoitos e brinquedos.

Num desses dias, apareceu um humano com ar sorridente e sereno que, depois de passar por várias box, ficou um bom tempo a olhar para mim. Eu recuei assustado.
*Pessoas desconhecidas metem-me medo, não sei bem porquê, não me consigo lembrar. Também me assusto com sombras que aparecem de repente e tenho pânico de bolas de futebol*
Apesar do susto, tentei aproximar-me de novo, pois algo me dizia que aquele humano - o John - não me ia fazer mal. Ele pegou em mim ao colo, disse que queria ficar comigo e que a filha dele, com 4 aninhos, ia ficar muito contente de me ver. O John perguntou como eu me chamava, mas eu não tinha a certeza de o meu nome ser Anecas e então não disse nada.

Despedi-me dos meus melhores amigos Velocity, Brutus e Lucky, com pena de não poderem vir também comigo, e lá fui eu para a minha nova casa, ansioso por conhecer a minha nova família. Como será tudo?

(Continua...)

Pinóquio.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Eu sou o cão Pinóquio

Olá, eu sou o Pinóquio e esta é a minha breve apresentação. 
Depois conto mais da minha história...

Vivia numa Associação e, há cerca de 4 anos, fui adotado por pessoas que me dão muitos miminhos, me levam a passear e brincam muito comigo. 

Ainda estão muitos amigos patudos em associações, canis, famílias de acolhimento temporário (FAT), etc, que também precisam de uma casa nova onde possam viver para sempre.

Por isso... ADOTEM, NÃO COMPREM!!!